Há alguns dias um amigo me fez uma pergunta – a mesma sobre a qual já havia pensado e chegado a conclusão alguma – que era mais ou menos assim:
Qual personalidade (músicos, atores, poetas, escritores, etc ) que, morrendo hoje, te faria sofrer?
Pensei novamente, e, sem nenhuma referência afetiva atual que me levasse a tal estado, respondi : Não sei, mas acho que teria sofrido quando o Cazuza morreu.
Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.
Uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.
Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.
Uma parte de mim
almoça e janta:
outra parte
se espanta.
Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.
Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.
Traduzir uma parte
na outra parte
_ que é uma questão
de vida ou morte _
será arte?
se o desejo mais precioso que nós temos é o de sermos desejados intelectualmente, por que, afinal, se dar a tamanho trabalho?
quando oferecemos sedução e ilusão, quando a apresentação nos torna meros simulacros, a dicotomia mente/corpo é reafirmada, e acabamos por incorporar as contradições do ser. Nesse ínterim, passamos a buscar a falta – inconsciente, a fim de preencher nossa incompletude – consciente. Incompletude duplamente patológica, já que constituída pelo desejo de sermos desejados, quando não oferecemos nada além de coisas à almejar. Auto-engano, ou a velha mania de encontrar o eterno no efêmero, mesmo que este seja a busca?
homenagem àqueles tios chatos que, anos a fio, insistem em contar as mesmas piadinhas bestas…cuja graça só eles acham, mas que sempre nos promovem risos genuinos ao lembrar de suas caras de bocó em autogozo
overdosede clichês pseudocômicos:
sessão - ” vamos ver se vc é inteligente:
1- Diga-me, qual era a cor do cavalo branco de Napoleão ?
2 – Você é canhoto ou escreve com a mão esquerda?
3- Quantos noves existem entre 0 e 100?… Pode contar! “
sessão – ” você já viu aquele filme?:
1- O triste olhar de um cego?… Não?!
2- A volta dos que não foram? Não?!
2- As lindas tranças de um careca…Não?!
3- Poeira em alto mar?…Também não?! Pô, esse ganhou o Oscar! “
sessão – a qualquer hora:
1- “Ih…mas é pavê ou pá comê?” ( já incorporada à tradição)
2- “- Obrigado!” “- Que isso, não precisa brigá não!”
Não sei porquê insisto tanto em te querer
Se você sempre faz de mim o que bem quer
Se ao teu lado sei tão pouco de você
É pelos outros que eu sei quem você é…
Eu sei de tudo, com quem andas, aonde vais
Mas eu disfarço o meu ciúme mesmo assim
Pois aprendi que o meu silêncio vale mais
E desse jeito eu vou trazer você pra mim…
E como prêmio eu recebo o teu abraço
Subornando o meu desejo tão antigo
E fecho os olhos para todos os teus passos
Me enganando, só assim somos amigos…
Por quantas vezes me dá raiva de querer
Em concordar com tudo que você me faz
Já fiz de tudo prá tentar te esquecer
Falta coragem prá dizer que nunca mais…
Nós somos cúmplices, nós dois somos culpados
No mesmo instante em que teu corpo toca o meu
Já não existe nem o certo, nem errado
Só o amor, que por encanto aconteceu…
E é só assim que eu perdôo os teus deslizes
E é assim o nosso jeito de viver
E em outros braços tu resolves tuas crises
Em outras bocas não consigo te esquecer
- Maria, qual o certo de dizer: é probrema ou pobrema?
- Ora, os dois tão certo! Só que tem uma diferença, probrema é usado pras coisa mais grave, coisa, assim, impussivi…doença de coração, doença ruim, no geral. Já pobrema é usado pras coisa do dia-a-dia, curriquêra…